segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

" .. a brincar. Lá me vai ignorando de tempos a tempos. Aposto que para travar a saudade que sente de falar comigo. A mesma saudade que sinto de falar com ela. Lá vamos tentando evitar mais uma desilusão. Nós que somos peritos nisso. Ambos.

Gostava de arranjar maneira de lhe dizer que não está sozinha. Que também tenho medo e também já sofri. Sou muito bom a esconder o jogo, mas a verdade é que também já perdi algumas vezes. O meu coração tem uma ou duas chagas. 

Lá vou amaldiçoando o medo. Enquanto ele se mete entre nós. Lá me vou lembrando da noite enquanto me beijava uma e outra vez. Me mordia o lóbulo da orelha e me mexia no corpo. Eu sem me conseguir controlar. Perdido em beijos, à procura da boca dela que teimava em fugir-me. Um abraço, mais um abraço. A mão dela dentro da minha camisa, no meu peito. A morder-me a orelha. Desarmada. 

Eu a sorrir satisfeito. Sem medo de sorrir. Sem medo de me entregar. Ela linda a passear-se pela minha cabeça.

Ela que se esconde atrás de uma fachada que a mim não me engana. Ela que sorri, de forma sincera, quando estamos juntos, sem plateia. Ela que faz umas rugas à volta do lábio e dos olhos quando sorri assim, com sinceridade e alegria genuína. Ela que é linda. .."



PedRodrigues

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Acho que nunca soube,


"The first time I saw her...
Everything in my head went quiet.
All the tics, all the constantly refreshing images just disappeared.
When you have Obsessive Compulsive Disorder, you don’t really get quiet moments.
Even in bed, I’m thinking:
Did I lock the doors? Yes.
Did I wash my hands? Yes.
Did I lock the doors? Yes.
Did I wash my hands? Yes.
But when I saw her, the only thing I could think about was the hairpin curve of her lips..
Or the eyelash on her cheek—
the eyelash on her cheek—
the eyelash on her cheek.
I knew I had to talk to her.
I asked her out six times in thirty seconds.
She said yes after the third one, but none of them felt right, so I had to keep going.
On our first date, I spent more time organizing my meal by color than I did eating it, or fucking talking to her...
But she loved it.
She loved that I had to kiss her goodbye sixteen times or twenty-four times if it was Wednesday.
She loved that it took me forever to walk home because there are lots of cracks on our sidewalk.
When we moved in together, she said she felt safe, like no one would ever rob us because I definitely locked the door eighteen times.
I’d always watch her mouth when she talked—
when she talked—
when she talked—
when she talked
when she talked;
when she said she loved me, her mouth would curl up at the edges.
At night, she’d lay in bed and watch me turn all the lights off.. And on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off, and on, and off.
She’d close her eyes and imagine that the days and nights were passing in front of her.
Some mornings I’d start kissing her goodbye but she’d just leave cause I was
just making her late for work...
When I stopped in front of a crack in the sidewalk, she just kept walking...
When she said she loved me her mouth was a straight line.
She told me that I was taking up too much of her time.
Last week she started sleeping at her mother’s place.
She told me that she shouldn’t have let me get so attached to her; that this whole thing was a mistake, but...
How can it be a mistake that I don’t have to wash my hands after I touched her?
Love is not a mistake, and it’s killing me that she can run away from this and I just can’t.
I can’t – I can’t go out and find someone new because I always think of her.
Usually, when I obsess over things, I see germs sneaking into my skin.
I see myself crushed by an endless succession of cars...
And she was the first beautiful thing I ever got stuck on.
I want to wake up every morning thinking about the way she holds her steering wheel..
How she turns shower knobs like she's opening a safe.
How she blows out candles—
blows out candles—
blows out candles—
blows out candles—
blows out candles—
blows out…
Now, I just think about who else is kissing her.
I can’t breathe because he only kisses her once — he doesn’t care if it’s perfect!
I want her back so bad...
I leave the door unlocked.
I leave the lights on."



Neil Hilborn – OCD








Happy Valentines Day.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Home

Portugal Portugal, estás a ser tão surpreendente que nem sei por onde começar. <3

terça-feira, 30 de julho de 2013

O T. Tem cancro. Não quer contar a família, sente que os vai preocupar sem razão. Ele trata-nos como anjos, é gentil e agradecido. Percorre todos os dias o corredor do serviço para nos desejar boa noite antes de dormir. Exige que me despeça dele todos os dias antes de vir embora, mesmo que nao tenha sido a sua enfermeira naquele dia. O T. é um doente apaixonante sensível e completamente disponível. Na ultima sexta feira na nossa habitual conversa de fim do turno disse-lhe que se seguiam 6 days off para mim, ele disse-me para aproveitar muito e eu sussurrei-lhe que esperava nao o ver quando voltasse. Nao esperava que nessa noite ele tivesse uma Peri-paragem e fosse parar aos cuidados intensivos. O meu coração apertou-se de tal maneira que pensei na melhor forma de me dirigir a este ser superior que rege os destinos do mundo , de forma a nao ser rude , perguntar-lhe onde Caralho ele enfiou a justiça quando o assunto é o sofrimento dos melhores corações . Eu nao tenho visto muita dessa justiça. Provavelmente sou so eu. Nao sei se sinta mais revolta ou tristeza. O que quer que sinta vou rezar por ti T. E sexta feira quando voltar, tu vais estar de volta também. *

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Em jeito de desabafo

Saberia dirigir o meu coração se ele me deixasse. Enervam-me sentimentos despropositados. Juro que são despropositados. Sou confusão da cabeça aos pés . Ou se calhar eu prefiro dizer que estou só confusa. Um abanão . É isso que me faz falta, um abanão.